Até o final de 2021, parte dos contratos da faixa 1 do programa habitacional Casa Verde e Amarela, que compreende famílias com renda mensal de até R$ 2 mil, encontrava-se inadimplente. Conforme mostra os dados obtidos através da Lei de Acesso à Informação, em média 600 mil famílias estão com parcelas atrasadas.
O índice de atrasos entre as famílias mais pobres contempladas pelo programa era de 44,4% há dois anos e , ao final de 2021, esse índice subiu para 50% dos contratos em situação de inadimplência.
A economista e coordenadora de Projetos da Construção da FGV/Ibre, Ana Maria Castelo, disse durante entrevista ao Jornal Nacional, que o governo deveria promover renegociação específica para cada caso, já que o objetivo do programa é atender aqueles que não conseguem adquirir a casa própria.
Segundo a Caixa Econômica Federal, durante a pandemia de Covid-19 a instituição não reaveu nenhum imóvel do público da faixa 1 em decorrência de falta de pagamento.
O ministério do Desenvolvimento Regional afirmou ainda que as consequências econômicas da pandemia, como a inadimplência, têm possibilitado a criação de medidas legais para a renegociação de dívidas. Além disso, em breve o programa irá considerar ainda mais a renda dos núcleos familiares.
A inadimplência entre as famílias de baixa renda é algo que vem desde 2014. Neste ano o programa atingiu 25,5% dos contratos, quando ainda era Minha Casa Minha Vida, criado em 2009, pelo então presidente Lula, e substituído em 2020 pelo Casa Verde Amarela.
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