quinta-feira, abril 3, 2025

Previdência privada: como funciona?

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 Previdência privada é um tipo de investimento de longo prazo. Ela funciona como uma alternativa ou um complemento à Previdência pública disponibilizada pelo Governo. Portanto, esse investimento não é ligado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Esse tipo de investimento passou a ser mais popular após Reforma da Previdência, que mudou as regras do benefício e tornou mais longo o caminho dos trabalhadores até a aposentadoria do INSS.

A Previdência privada pode ser utilizada tanto como benefício único, para aqueles que não têm direito à previdência social, quanto para complementar a aposentadoria do INSS, cujo valor pode ser bem baixo de acordo com o que o trabalhador recebe de salário.

Outras pessoas também investem na Previdência particular para utilizar o valor para outros objetivos de longo prazo, como:

  • Pagar os estudos dos filhos;
  • Comprar um imóvel;
  • Juntar dinheiro por um período maior.

Os planos de Previdência privada normalmente são oferecidos por bancos ou seguradoras. Por isso, se você deseja investir nela, verifique se o seu banco já conta com essa opção.

Previdência privada: como funciona?

O funcionamento da Previdência privada é muito simples. Basicamente, o investidor realiza aportes (depósitos) periódicos, normalmente mensais, e esses valores são aplicados em investimentos de baixíssimo risco, como títulos de Renda Fixa, por exemplo.

Então, ao final do período pré-estabelecido no início do contrato, o investidor pode sacar todo o valor que investiu + o rendimento do dinheiro, ou seja, o lucro que o dinheiro deu no tempo em que ficou investido.

O resgate do valor pode ser feito de uma só vez ou então em parcelas mensais, da mesma forma que é paga a aposentadoria do INSS.

Como é feito o cálculo?

Quando o investidor vai fechar um plano de Previdência provada, no início já é possível saber o valor das parcelas que ele terá que pagar. Esse valor vai depender de quanto ele pretende receber na sua aposentadoria.

Por exemplo: se o seu plano é se aposentar daqui 30 anos, quando for fechar seu plano você já terá uma estimativa de quanto terá que investir mensalmente até o final do prazo para chegar a um determinado valor.

Essa projeção é feita por meio da análise de taxas de juros do mercado, bem como a expectativa de vida divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Neste sentido, é importante ressaltar que quanto antes você começar com um plano de Previdência privada, menor será o valor das parcelas. Ou seja, o valor pago é diretamente proporcional à idade do investidor.

Como funciona um plano de Previdência privada?

Tendo em mente que a Previdência privada é um investimento de longo prazo, você deve saber que a aplicação possui duas fases:

Fase de acúmulo: nesta fase, o investidor irá depositar mensalmente a quantia estabelecida no momento da contratação do plano. Normalmente a fase de acúmulo dura entre 20 e 35 anos;

Fase de renda: já a fase de renda se inicia assim que o período de acúmulo acaba. Neste momento o investidor passará a receber o dinheiro aplicado + os rendimentos acumulados no período.

Taxas da previdência privada

Antes de escolher seu plano de Previdência privada, é muito importante atentar-se às taxas cobradas pelos bancos e seguradoras. Existem três principais tipos de taxas:

Taxa de carregamento: um valor cobrado mensalmente, toda vez que você realiza um aporte. Essa taxa costuma ser de 2%, ou seja, se você aplicar R$ 1 mil, terá que pagar R$ 20 de taxa de carregamento. No entanto, muitos bancos oferecem a isenção desta cobrança;

Taxa de saída: uma taxa cobrada em caso de retirada antecipada dos recursos. Entretanto, essa cobrança só ocorre caso haja movimentação nos primeiros anos da aplicação, ou seja, dentro do prazo de carência do investimento;

Taxa de administração: taxa cobrada para custear a gestão do investimento

Tributação de previdência privada: plano PGBL ou VGBL?

A Previdência privada possui dois tipos de plano: o PGBL ou VGBL. A principal diferença entre eles é a forma de tributação na hora do resgate. Confira abaixo as características de ambos os planos:

O que é o PGBL?

O Plano Gerador de Benefício Definido é feito para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. Nesta opção, a vantagem é que é possível abater até 12% da renda bruta tributável (salários e demais rendimentos) no cálculo do IR.

Para entender melhor, imagine que você recebe R$ 10 mil e aplica R$ 1.200 por mês em PGBL. Sendo assim, o Imposto de Renda só vai incidir sobre os R$ 8.800 restantes.

Em contrapartida, na fase de retirada do dinheiro investido, a cobrança de Imposto de Renda se dá sobre todo o capital investido e não somente sobre os rendimentos.

O que é VGBL?

Já o plano Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) é uma opção para quem declara o IR via modelo simplificado, utilizando o desconto padrão de 20%. Diferentemente do PGBL, esse plano não pode ser deduzido no Imposto de Renda.

Quando o investidor for resgatar os valores no final das aplicações, a cobrança de Imposto de Renda é sobre o ganho de capital e não sobre o total aplicado.

Qual o melhor plano para mim?

O plano PGBL é indicado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. Já o VGBL é indicado para quem declara o IR via modelo simplificado, utilizando o desconto padrão de 20%.

Se mesmo assim você tiver com dúvidas, saiba que alguns bancos e instituições oferecem um simulador online que demonstra todas as possibilidades de cada tipo de aplicação para que você possa verificar qual é o plano ideal para o seu perfil.

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